cheap love, sheet's love, shit love





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sexta-feira, abril 5


Um filme de mim, com diálogos de mim para mim, onde só eu é que oiço e no entanto, só eu é que não quero ouvir.
Puxo algo que me mata, afasto tudo o que bem me faça.
Acabo que me farto, farto-me que mato. Mato a sede, caçando o ar. respiro um ar que não é meu, com pulmões que já não filtram o pudor. Digo merda porque é o que sai, respiro fumo, porque ar já não entra cá mais.

sexta-feira, março 8



Deixo-vos com um pouco de arte, fotografia de Leigh Ledare. Já que não tenho mais nada a dizer, ou escrever, pode ser que se eventualmente alguém vir isto, saia daqui com um pouco mais que entrou, nem que seja só esta fotografia, que eu gosto muito. Mesmo sabendo que a modelo é a mãe dele, mas não vou começar a divagar sobre o quão creepy isso é, mas é bonito de certa maneira. 
Tenho mesmo que começar a controlar a minha divagação, damn, parece o shuffle do iPod.
Só queria dizer, que na verdade tenho muita coisa a dizer, ou seja, menti nem à menos de um minuto, mas a verdade é que acho que já não sei como o fazer, pelo menos aqui,



Se alguém vir isto, faça um comentário. A curiosidade mata, mas a mim não.


#Miguel, é esse o meu nome.

Não acredito que usava o texto justificado. Acho que foi preciso entrar num curso de Design para perceber o quão errado é, usar texto justificado. Isto, até indo pela ideia da mancha gráfica, do tratamentos de palavras por frase, dos espaçamentos entre palavras e cenas de design gráficos ou tipografia como deveria estar a chamar.
Mas vá, para além disto, para bem além disto, num local onde eu me perco tal como me estou a perder agora, a formatação automática de quem nos constrói, de quem nos molda. Porque é que tem que ser justificado? Não se justifica! Não tem que se justificar o justificado. Trata-se de uma standartização, 'comuninzar' o descomunal; fechar o aberto; destruir a criação.
Vejam lá os poemas do Alexandre O'Neill, como seria se ele tivesse simplesmente justificado o texto?
É um processo estúpido que eu jamais vou voltar a adoptar.

Não me irei mais justificar no justificado da justificação justificada pela falta do justificado da justificação do texto justificado. Justo.


Ohw, isto faz-me lembrar sobre o que eu escreveria, se ainda estivéssemos em Março de 2011 (aparentemente a última entrada neste blogue, desde à 10 minutos atrás).
Talvez falaria algo parecido com a letra dos the killers,

don't you wanna swim with me?
don't you wanna feel my bones?
on your bones
it's only natural 

era o mais provável de acontecer. Talvez falar na inércia química do amor, a vontade de foder até os ossos ///agora entra a dúvida;; foder até os ossos;; ou desejo de foder até aos ossos? nem eu sei\\\, dormir e tocar xilofone com os ossos.
Play me like one of your french skeletons. Esqueletos são belos, reduzem-nos ao que nós somos de certa maneira. Estruturas. Matérias. Não é cá nada de ser ou não ser, existir ou não existir, o que interessa tudo isso quando, se retiradas as roupas, retiradas os pelos, retirada a pele, retirada os músculos, o que sobra? Ossos.
Mas, retirados ossos o que sobra? Nada. Então aí sim, deixamos de ser. Por isso, os ossos, são o nosso último elo de sermos o que somos, o que quer que seja que sejamos, porque nem eu sei. Chamamo-nos de humanos, mas tratamo-nos como animais, por isso sejam o que quiserem, mas no fim, só ficam ossos, e depois disso, nada.


Voltei a escrever. Apeteceu-me. Vim parar aqui e aqui fiquei. Por isso, seleccionei um imagem ao calhas, e fiz upload. E agora escrevo. 
Soa como algo facil, mas não é. Talvez se conseguisse dormir, escusaria de me estar agora a oprimir, a tentar combater um outro eu. 'Pera, não, não um outro eu, mais um antigo meu. É, de certa maneira, agora também eu me sinto visitante neste blog.

Ainda há alguém por aí? Ainda há alguém que liga a isto? Que irá ler isto?

Se calhar agora seria bom momento para usar o título do meu blog; isto, se me chamasse Leopold.

E não cheguei a escrever sobre a imagem, mas posso tentar agora.



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Decidi que não vou escrever sobre a imagem. Do que adianta escrever frases, sobre uma frase. Ok, minto, mas sinto-me confortável com isso. Ao contrário de me sentir confortável sentado nesta cadeira. Já não tenho posição, já não tenho qualquer coisa acabada em -ão que me remetesse para a minha presença fisica-piscológica.
Algo por aí, mas um bocado mais para o lado.

terça-feira, março 29


Afogas-te nos ossos que Deus não te deu, lamuriando a religião que o mundo te fez assumir. Não pensas, não sonhas. Derivas antes que fiques derivado. Derivado como o português? Não, nada disso.
Palavras, actos e omissões derivados do latim. Então derivados de mim? Ou de outréns?
Que interessa ou quem quer saber, se é que tudo é relativo e ninguém diz o que exercer sobre tudo, mas mesmo tudo o que há para fazer.
Fartei, sumi, morri, evaporei, nasci, bebi, avaliei e decidi: não, hoje já não vale a pena.

quarta-feira, fevereiro 9

"A origem neurofisiológica das emoções que sentimos encontra-se no cérebro, no sistema límbico. Muitas reacções que nos parecem intuitivas são respostas emocionais dadas pelo cérebro aos estímulos que recebe, através do sistema límbico."
 
E n ✝ ã o ?
Não me apetece falar, talvez nem me apeteça escrever. Não me apetece comunicar, muito menos expressar-me e ficar com tudo a perder. Não me apetece existir, apesar de continuar com a minha vivência quotidiana  do meu sistema límbico. Não me apetece acordar, no entanto, não me apetece adormecer, muito menos dormir. 
E n ✝ ã o ?
Já não sei se quero ser vegetal ou animal, se quero comer ou vomitar, se quero correr ou simplesmente passear e andar, andar até parar. Ou nunca parar.
E n ✝ ã o ?
O que ouvia já não oiço. O que falo já não sinto. O que digo já não existe (talvez nunca tenha sequer existido). O que como já não sabe a nada. O que sinto... já não sei o que sinto.
E n ✝ ã o ?
Então nada.

A c o r d a. ✝

domingo, fevereiro 6

Sonhamos com o mundo, sonhamos com as pessoas, sonhamos com as situações. Sonhamos com todo o mundo, sonhamos com todas as pessoas, sonhamos com todas as situações. No entanto, porque continuamos adormecidos? Como neve acabada de se instalar no cume dos montes e das serras, ficamos à espera, ficamos à espera e à espera. Esperamos que nos comecemos a derreter, esperamos que nos transformemos em água, para começar a correr que nem loucos pelos montes e serras abaixo. Abaixo a prisão, olá liberdade verde.
Mas são só sonhos, eu continuo a dormir, e tu também. E quando acordarmos, já nem do sonho nos lembramos. E assim esquecemos-nos do mundo, das pessoas, das situações. Descemos os montes e as serras, mas não a correr que nem loucos, simplesmente, descemos, e vamos descendo, a descer. Eternamente a descer, até pararmos, para mais uma vez deitarmos-nos na nossa cama, adormecer e voltar a sonhar com o mundo, voltar a sonhar com as pessoas, voltar a sonhar com as situações. Todo, todas e todas.

domingo, outubro 3


Olá Outono, sê bem-vindo.

P.S. tive muitas saudades tuas.

terça-feira, agosto 31


Está a chover. Antes estava a trovejar. Pela janela entra o vento, que trás  com ele o aroma nojento e peganhento do alcatrão. Com o meu nariz cheiro-o negro, viscoso.
Está a chover e antes estava a trovejar. E eu já só consigo pensar no quanto me apetecia ter te aqui, deitada de costas para mim, na minha cama. para que me pudesse encaixar em ti, os meus joelhos alinhados com os teus, a minha barriga encostada às tuas costas, as minhas mãos entrelaçadas com as tuas mãos, apertadas contra a tua barriga. E o meu nariz afundado nos teus cabelos, onde já não cheira a alcatrão. Os meus lábios a procurarem pelo olfacto o teu pescoço e as tuas orelhas.
Lentamente, mergulho numa melancolia cor de melancia. Envolve-me, despe-me, envolve-me ainda mais. Adormeço. 
Acordo a pensar na musica by the sea, do sweeney todd e a olhar para a janela do meu quarto. Onde as folhas das árvores dançam agora com as gotas quentes, desta chuva de Agosto. Quase Setembro, quase o meu doce e esperado Setembro. O meu Setembro cinzento.

Junto-me então a elas. Não há grande coisa para fazer aqui por casa. Só mesmo respirar. E de forma continuada, continuar a respirar. Sempre, continuar a respirar.


quarta-feira, agosto 25

Luz cor de manga no teu ombro. Pele casca de laranja, obviamente desejando-me a mim como eu a ti. Olhos de maracujá, ácidos, coloridos, sem cor definida e no entanto, deliciosos e de ser perder.
Estou com fome, estou faminto, o meu coração agora mora no estômago e estou simplesmente a morrer de fome, a morrer de fome por um pedaço teu. Quer seja o teu ombro nu, quer seja os teus olhos incoloridos, quer seja as tuas mãos cruzadas, quer seja o teu cabelo ondulante, quer seja o teu pescoço giratório, quer seja o teu profundo umbigo, o que quer que seja, não quero saber. Estou a morrer de fome. Mas não te preocupes, no que toca a esta fome sou vegetariano, por isso, não te vou fazer mal.

terça-feira, agosto 24

O caos do mundo é o teu cabelo. Desculpa-me a visão egocêntrica, mas é (quase) a única que tenho. Infelizmente, as cores também já me abandonaram. Já só tenho o preto e o branco, e a mistura destes dois. É nessa mistura que também eu e tu nos encontramos. Algo estranho, inexplicável, e super super caótico. O teu cabelo é o caos, mas quem disse que eu não o adoro? Pois é! Eu adoro caoticamente o caos no teu cabelo. Banho-me nele, deixo-o entranhar-se enquanto lentamente eu próprio me vou entranhando em ti e tu em mim. Fazêmo-lo numa dança muito própria, muito misteriosa. Nem sei como, pois fechamos sempre os olhos, para termos tudo totalmente preto, nada de misturas para além da nossa. Preto, a ausência de luz. É o que é preciso. É o que é preciso quando se está a criar uma luz nova. Uma nunca antes vista e que jamais será vista, pois só será vista por nós. Vista, sentida, tocada, feita!, por nós.
Amarras bem o teu cabelo à volta do meu pescoço. Agarras-me com tanta força que até me dói, mas eu não quero saber, é uma dor boa. Uma dor segura, que me dá, não prazer, mas sim um certo sentimento de.. embalo. Um embalo longo, precioso. Infelizmente, efémero. E como a vida de uma libelinha, rapidamente a sensação dolorosamente confortável se vai.. esvoaça então no vento, nas asas de uma nova libelinha, de uma nova luz!
E é assim feito. É assim criado, uma nova luz, uma nova união, um novo fruto. E é assim, que digo: bem-vindos ao ciclo.
Se é de dia, apagamos a luzes, desmontamos a tenda. Se é de noite, criamos tudo de novo. Pois tudo desaparece com a renovação do nosso amor em cada beijo, em cada carícia. O mundo nunca é o mesmo depois de um roçar de narizes. A paisagem no comboio nunca é a mesma depois de um bocejo trincado na bochecha. Só há uma coisa que permanece igual: o céu. O céu à noite, com mil e umas estrelas salpicadas, a borbulhar no azul escuro do céu infinito. Se houvesse só uma, sozinha, era feio e era triste. Mas felizmente tal não acontece. E ao contrario de mim e de ti e de todos os outros, nunca nos sentiremos tão afastados e no entanto tão quentes.
Por isso, ainda bem que não sou uma estrela. Sou um humano, frio e desejoso do teu calor. Calor esse que só consegue transbordar quando juntamos os nossos frios, quando os nossos dentes a ranger se tocam por intermédio dos lábios, quando os nossos dedos já ligeiramente arroxeados se abraçam e se entrelaçam uns nos outros e acabam por escorregar por sítios que passam o dia inteiro tapados, também desejosos de um pouco de ar puro de no entanto, também de toque.
Como alguém disse, the night is for the lovers, e não podia estar mais correcto. Quer seja no meio da cidade suja e movimentada e poluída, quer seja no campo aberto e infinito, quer seja num quarto, debaixo das cobertas. Com sorrisos cúmplices e com toques inocentemente calorosos. É desses pormenores que se fazem as noites, mas não umas noites quaisquer. É desses pequenos e singelos prazeres que se fazem as noites de amor. E não só de pormenores...
Mas qual a graça de estar a contar o resto, se o podemos fazer? Vá! Pega numa estrela, duma noite, com uma pessoa e pormenoriza. Pormenoriza até ao mais pequeno e infimo pormenor.

terça-feira, agosto 17

Os sentimentos são como os refugados: querem-se bem apurados para não estragar o resto da refeição. Por isso, quem é que está farto de fast food e fast love? Eu estou.