cheap love, sheet's love, shit love





P.S. Para voltar à "home" ou sair, clicar no símbolo em baixo:

terça-feira, agosto 24

Se é de dia, apagamos a luzes, desmontamos a tenda. Se é de noite, criamos tudo de novo. Pois tudo desaparece com a renovação do nosso amor em cada beijo, em cada carícia. O mundo nunca é o mesmo depois de um roçar de narizes. A paisagem no comboio nunca é a mesma depois de um bocejo trincado na bochecha. Só há uma coisa que permanece igual: o céu. O céu à noite, com mil e umas estrelas salpicadas, a borbulhar no azul escuro do céu infinito. Se houvesse só uma, sozinha, era feio e era triste. Mas felizmente tal não acontece. E ao contrario de mim e de ti e de todos os outros, nunca nos sentiremos tão afastados e no entanto tão quentes.
Por isso, ainda bem que não sou uma estrela. Sou um humano, frio e desejoso do teu calor. Calor esse que só consegue transbordar quando juntamos os nossos frios, quando os nossos dentes a ranger se tocam por intermédio dos lábios, quando os nossos dedos já ligeiramente arroxeados se abraçam e se entrelaçam uns nos outros e acabam por escorregar por sítios que passam o dia inteiro tapados, também desejosos de um pouco de ar puro de no entanto, também de toque.
Como alguém disse, the night is for the lovers, e não podia estar mais correcto. Quer seja no meio da cidade suja e movimentada e poluída, quer seja no campo aberto e infinito, quer seja num quarto, debaixo das cobertas. Com sorrisos cúmplices e com toques inocentemente calorosos. É desses pormenores que se fazem as noites, mas não umas noites quaisquer. É desses pequenos e singelos prazeres que se fazem as noites de amor. E não só de pormenores...
Mas qual a graça de estar a contar o resto, se o podemos fazer? Vá! Pega numa estrela, duma noite, com uma pessoa e pormenoriza. Pormenoriza até ao mais pequeno e infimo pormenor.

1 Oh Leopold!:

mariana disse...

que texto bonito.

Enviar um comentário

fajsdçlkajsdlaçj (Y)